Sexta-feira, 27 de Janeiro de 2012

Capítulo 48 - desculpem a eternidade de espera



 

Finalmente as aulas acabaram e nem sinal do Sérgio. Mandei-lhes mensagens e até liguei , mas não obtive resposta. Decidi que depois do almoço iria até casa dele.

-“Ai Inês onde vais com tanta pressa?” – chamava-me a Ana atrás de mim.
-“Desculpa Ana. Vou falar com o Sérgio!” – disse dando um grande sorriso.

-“Ok… agora estou confusa. Ainda ontem não o querias ver á frente e agora já queres falar com ele?!” – perguntava ela com uma careta.
-“Ai amiga… depois conto-te ok? Vá tenho que ir. Deseja-me sorte!” – pedi despedindo-me dela com um beijinho e começando a correr até casa.

 

* * *

Bati á porta agora sentindo-me nervosa. Só esperava que o Sérgio perdoasse a minha estupidez e falta de confiança. Já estava a ficar impaciente pelo que toquei á campainha.
-“Já vai Já vai!” – ouvi uma voz feminina. Se calhar tinha carregado com muita força –“ Inês?”

-“Olá Clara!” – cumprimentei-a. Notei que ela estava muito sorridente.

-“Olá! Queres falar com o meu mano?” – perguntou ela abrindo a porta e convidando-me para entrar. Segui-a fechando a porta atrás de mim.
Ela simpática perguntou se eu queria algo para beber ou comer, o que agradeci mas rejeitei.
-“Clara… desculpa. Mas onde está o teu irmão?” – perguntei rodando o anel que trazia no meu dedo anelar. Sentia-me tão nervosa.
-“Ah! Ele já vem. Se quiseres podes esperar no quarto dele. Assim eu ia fazer os T.P.C se não te importasses.” – sorriu simpática para mim. Indicando seguidamente o quarto do Sérgio. Mas infelizmente eu já sabia onde era. Tentei afastar essa memória da minha cabeça. Afinal tratava-se de um memória que não era tão verídica como pensei.

 

Entrei no quarto e no ar conseguia sentir o cheiro do seu perfume. Inspirei fortemente. Como sentia falta daquele aroma. Observei o quarto, não sabendo bem o que fazer impaciente á espera dele. Reparei numa moldura com uma foto minha e não consegui evitar sorrir.

A porta do quarto abriu-se e ele apareceu lindo com o corpo molhado enrolado apenas numa toalha atada na cintura. O meu coração parou com tal visão, apenas para recomeçar a bater rapidamente enquanto seguia com o meu olhar uma gota que escorria pelo seu peito despido descendo pelo seu tronco totalmente definido. Estava perdida em tal visão.
-“Inês o que estás aqui a fazer?” – perguntou acordando e lembrando-me do motivo por estar ali naquele momento.
-“Sérgio eu preciso de falar contigo!” – disse aproximando-me dele. Mas ele recuou –“Sérgio…”

-“Agora já queres falar comigo?” – questionou secamente olhando para mim. Nesse momento vi tristeza no seu olhar o que me magoou.

-“Desculpa Sérgio! Agora já sei que foi tudo planeado pelo Mariana e pelo João.Devia ter acreditado em ti.” – desculpei-me.

-“Yah! Mas não foi o que fizeste!” – respondeu virando-me as costas indo até ao armário – “Agora sai sff!” – ouvir aquilo foi como se me espetassem uma faca no coração. Não podia ficar sem ele, não podia ficar assim. Sentia as lágrimas a escorrer pelo meu rosto, o sabor salgado na minha boca .Apercebi-me de que chorava.
-“Sérgio por favor!” – pedi abraçando-o pela cintura, sentindo o calor do seu corpo –“Por favor desculpa-me! Eu não te quero perder! Eu não …” – e as lágrimas surgiam só de imaginar um segundo sem ele.

-“Não chores por favor!” – virou-se limpando as minhas lágrimas – “Eu não aguento ver-te assim…” – sussurrou causando-me arrepios.

-“Desculpa ter duvidado de ti. Desculpa ter pensado que não tinhas mudado. Desculpa-me! Fui tão estúpida! Nunca devia ter duvidado de ti!” – E então ele puxou-me contra si, fazendo com que ficássemos demasiado perto. O seu tronco despido colado ao meu, a mão quente nas minhas costas, a respiração acelerada, eu não aguentava mais. Colei os meus lábios aos dele acabando com a distância entre nós. Os seus lábios pressionavam os meus como que ansiosos por mais. As suas mãos nas minhas costas pressionando o meu corpo contra o dele. Os meus dedos embrenhados no seu cabelo ainda meio molhado. As nossas bocas não se separavam, apenas para permitir que as nossas línguas se tocassem. Ouvi um baixo gemido vir da boca dele e isso ainda me deixou mais excitada.
Os seus beijos desceram até ao meu pescoço fazendo-me tremer. Involuntariamente deixei escapar um gemido o que o fez sorrir conduzindo-me até á cama ficando sobre o meu corpo. Os beijos continuavam cada vez mais urgentes com o seu corpo a embater no meu. Sentia-me sufocar, sentia-me a arder de paixão naquele momento. Até que sinto as suas mãos a tocar na minha camisa a querer desabotoar os botões.

-“Sé-Sérgio…”

-“Shh relaxa!” – disse-me ele com aquela voz rouca e concentrado em desabotoar os botões da camisa que eu trazia vestida. Subitamente  tudo o que tinha sentido anteriormente se desvaneceu e agora eu só queria parar.
-“Sérgio po-podes parar por favor.” – pedi a medo. Mas ele continuava ignorando-me o que me assustou. Eu não estava pronta e não era assim que tinha imaginado. E não estava a entender o comportamento estranho dele –“SÉRGIO PÁRA. TU NÃO ÉS ASSIM!” – disse empurrando-o para longe de mim sentindo a minha visão turva e os olhos a arder.
-“Pois não. Eu já não sou assim! Tu nunca devias ter duvidado de mim!” – disse acabando com a pressão do seu corpo sobre o meu afastando-se de mim.

A minha vontade era de sair daquele quarto e nunca mais voltar. Os meus olhos ardiam ,mas eu não iria chorar. Mas sentia-me envergonhada com o que se tinha acabado de passar.
-“Porque fizeste isto?” – perguntei-lhe sem perceber. Tentando acalmar-me. Ainda respirava ofegante.

-“Agora já sabes como eu era. E já sabes que não sou mais assim. Eu mudei Inês! E tu devias saber isso, mas duvidaste logo de mim!” – dizia pegando numa camisola do armário e vestindo-a. Sentando-se ao pé de mim.
-“Eu… eu sei que errei. Mas precisavas ter feito isto?” – olhava para o chão realmente envergonhada. Ele abraçou-me e eu não o afastei.

-“Desculpa! Mas eu nunca te faria isto. Eu já não sou assim!” – disse beijando uma lágrima que tinha escapado.
-“Eu acredito em ti! Agora sei que foi tudo um plano do João e da Mariana para nos separarem. A Carolina ouvi-os a falar no conselho directivo.” – Expliquei-lhe. Reparei que ficou um pouco desiludido e triste. Dava para ver no seu rosto.
-“Então quer dizer que se a tua prima não os tivesse ouvido tu ainda não acreditavas em mim ,não é?”  - senti-me mal. Sabia que ele tinha razão no que acabara de dizer.

-“O que interessa é que estou aqui agora. O que interessa é que acredito em ti agora. Eu não quero mais estar sem ti Sérgio!” – ele sorriu enquanto o olhava bem nos olhos. Como é que poderia duvidar dele, bastava olhar bem no interior dos seus olhos para saber que nunca me mentiria, nem nunca me esconderia nada.

-“Não duvides de mim outra vez ok? – pediu-me e eu prometi que nunca mais iria acreditar noutra pessoa além dele – “Eu amo-te!” – nesse momento eu soube que tudo estava bem. Soube que apesar do que lhe fiz passar ele continuava a gostar de mim, ele amava-me e agora o meu sentimento era retribuído.

sinto-me:
publicado por passeandonasnuvens às 17:36

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Sábado, 10 de Setembro de 2011

New Chapter

Capítulo 47

 

Versão da Mariana

 

O que vi naquele momento assustou-me.
-“João estás bem?” – corri para ele. A cara dele cheia de sangue e o olho negro. Ele estava uma lástima. E ainda estava eu preocupada com o Sérgio há minutos atrás.
-“Ai Mariana não toques. AU!” – gemeu ele de dor quando lhe toquei na cara. Senti uma raiva dentro de mim.

-“Seu estúpido porque fizeste isto?” – perguntei irritada com o Sérgio. Ele nem olhou para mim.
-“Desaparece!” – disse ele secamente. Aquilo doeu tanto, eu já estava habituada mas não que ele me tratasse assim ao pé de outras pessoas. Baixei a cabeça envergonhada.
-“Não fales com ela assim otário!” – ouvi o João defender-me.

-“Deixa estar João. Dói-te alguma coisa? Porque não vais á enfermaria?” - perguntei-lhe sentando-me na cadeira a seu lado. Ficando longe do Sérgio.
-“ Ui! Agora preocupas-te comigo é? – perguntou ele sorridente e convencido.
-“Acorda para a vida João!” – disse dando-lhe uma pancada na cabeça.
-“Au! Porra Mariana! Epá acho que vou mas é á enfermaria!” – queixou-se ele.

-“Desculpa! Ok eu vou contigo!” – disse levantando-me ao mesmo tempo que ele.

Quando voltámos da enfermaria reparámos que o Sérgio não estava mais no lugar onde anteriormente estávamos juntos.
-“ O seu colega foi falar com o director. Como o menino não estava aqui irá depois. Pode sentar-se e esperar!” – disse a auxiliar falando com o João.
-“Não tens que ficar aqui á espera comigo Mariana.” – disse-me coçando um dos pensos que lhe tapavam a ferida. Pelo que lhe segurei a mão fazendo com que ele parasse.
-“Eu vou ficar! Quero que me expliques o que se passou.” – pedi.
-“Então eu estava a falar com a Inês e do nada o Sérgio aparece a dizer para eu a largar e a acusar-me de o ter drogado.” – riu-se relembrando o que se tinha passado.
-“Qual é a piada parvo? Ele bateu-te porquê?” – reparei que quando eu perguntei ele ficou meio embaraçado.
-“Eu disse algo que o irritou!” – disse olhando para  a porta da entrada, não olhando para mim.
-“Epa João… diz-me. Pode ser importante!”

-“Ele disse que eu só o tinha drogado para conseguir o meu plano e eu naquela cena gritei que ele é que te tinha comido e que a culpa disso não era minha!” – encolheu os ombros a rir-se.       

Ouvir aquilo não me fazia sentir bem. Ao falar assim o João parecia estar a falar de uma vadia qualquer, e eu não era uma vadia. Ou era?
Levantei-me da cadeira afastando-me um pouco do João pensando no que ele tinha acabado de me dizer.
-“Mariana estás bem? Eu não queria ter falado daquela maneira, mas ele enervou-me e eu falei!” - Levantou-se apoiando a mão no meu ombro para que me virasse.
-“Ah… sim! Mas João como é que ele descobriu que tu o drogaste?” – perguntei receosa que o Sérgio estivesse perto da verdade.

-“Não sei…” – coçava a cabeça nervoso.
-“João se ele conseguir provar que tu o drogaste e que entre mim e ele não aconteceu nada , o nosso plano vai por água abaixo e ele fica com a Inês!” – abanava-o para que ele entendesse a importância de tudo isto.

 

 

Versão da Inês

 

Ai como eu queria estar em Lisboa neste momento. Como eu queria nunca ter tomado esta decisão de vir para Tavira. Sofri mais neste lugar do que alguma vez em Lisboa.
As lágrimas continuavam a cair pelo meu rosto enquanto tentava acalmar-me mas era simplesmente impossível.

Porque é que não podia simplesmente viver uma vida normal sem drama?

-“Inês precisamos de falar.” – estranhei a minha Carolina a falar comigo. Depois de ter batido á irmã dela ela deixou de me falar, pelo menos até agora.
-“Carolina?!” – perguntei apressando-me a limpar as lágrimas – “Passa-se alguma coisa?” – reparei que os olhinhos dela brilhavam ameaçando choro.
-“Oh prima desculpa-me! Desculpa-me. Eu não acreditei em ti, como fui cega!” – chorava ela agarrada a mim e eu sem perceber o porquê.
-“Carolina… eu não estou a perceber!”- olhei para ela.
-“A minha mana é … ela é um monstro!” – murmurou.

-“Ai Carolina o que se passou? Porque estás a dizer isso?” – tentava acalmá-la. Mas ela não parava de chorar. Abracei-a esperando que ela se acalmasse.

 

-“Vá respira! Agora conta-me o que se passou?” – pedi-lhe.

-“A Mariana armou aquilo tudo. Ela e o João armaram aquilo tudo…” – tentava recompo-se.
-“Tudo o quê Carolina?” – tentava perceber, mas ela também não se explicava.
-“O João drogou mesmo o Sérgio e não aconteceu nada entre ele e a minha irmã. Foi tudo um plano deles para vos afastar.” – ao ouvir isto eu não sabia o que pensar.

-“Não acredito…”

-“Eu é que não acredito que a minha irmã possa ser assim!” – disse cabisbaixa –“ Desculpa ter ficado do lado dela prima.”

“Oh linda era a tua irmã eu compreendi. Mas o que me contas agora…”– murmurei – “Tens A certeza do que me estás a dizer? São acusações muito sérias Carolina!”

-“Prima eu juro que foi o que ouvi e embora me doa tudo isto… eu quero que sejas feliz. Tu mereces ser feliz!” – sorri ao ouvi-la dizer isto.

-“Mas a tua irmã… como é que ela fez uma coisa destas? Isso foi muito mau, muito cruel e frio. E o João também está envolvido?! Meu Deus!”

-“Ela não ama o Sérgio, não o pode amar prima, ela está obcecada!”

– “Agora tudo faz sentido!”- murmurava juntando as pecinhas todas do puzzle na minha cabeça.

-“Prima?”  - chamou-me confusa.

-“Ai Carolina eu tenho que encontrar o Sérgio… JÁ!

sinto-me:
publicado por passeandonasnuvens às 18:35

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Quinta-feira, 18 de Agosto de 2011

Help

Já agora gostava que me ajudassem a divulgar a história.

 

Acredito que tenha perdido alguns leitores e isto assim não está fácil xD

 

Mas continuo a escrever nem que só tenha um leitor! Mas era mais giro se tivesse muitos lol

 

Ajudam-me a divulgar a fic "Follow your soul" ?

 

publicado por passeandonasnuvens às 10:57

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FINALMENTE :D:D

Capítulo 46

 

 

Versão da Inês

 

Desde aquele dia tudo mudou. Depois de termos regressado do hospital com a Mariana passei os dias seguintes trancada no meu quarto.

-“Ainda não consigo acreditar que partiste o nariz á tua prima… Que dia louco!” – desabafava a Rita sentada no chão do meu quarto encostada á cama onde eu me encontrava deitada.

-“Nem acredito… estava tão feliz…” – disse num tom de voz que mais pareceu um sussurro.

Durante estes últimos dias de férias eu e as minhas primas mal nos falávamos, não que até agora tivéssemos falado muito – pelo menos com a Mariana, mas agora o ambiente na casa estava insuportável e tive pena por estar a proporcionar um tão mau momento á minha mãe e á Rita. Mas eu não conseguia fingir. Aquela imagem do Sérgio na cama com a Mariana martelava na minha cabeça constantemente. As chamadas que ele me deixava no telemóvel eram imensas, mas eu nunca atendi. Simplesmente não tinha coragem, não queria ouvir falar o nome dele, não queria pensar nele sequer. Sentia-me tão envergonhada por tudo … tão enojada.

 

* * *

 

Estas férias passaram mais depressa do que desejava. Apesar do ambiente intenso que ainda permanecia em casa da minha tia, no dia de ano novo comportámo-nos razoavelmente. Infelizmente depois disso a minha mãe e a minha amiga tiveram que regressar a Lisboa. Afinal também a Rita iria recomeçar as aulas.

O dia na escola correu dentro do normal. Agora sem namorado e sem a minha prima Carolina – ainda continuava chateada pelo que fiz á irmã … apesar de tudo compreendo-a – ainda tinha a minha Aninha. Estava cheia de saudades dela. Quando a pus a par das “novidades” ela nem queria acreditar no que se havia passado.

-“Ai amiga desculpa, mas eu não acredito que o Sérgio tenha feito isso. Ele estava tão diferente…”

-“Ana eu vi. Ninguém me contou, eu vi-o lá na cama nu e a minha prima em lingirie.” – senti a voz a falhar, sabia que se continuasse com este assunto as lágrimas não iriam demorar a chegar.

-“Inês...”

-“Vamos só mudar de assunto ok?” – pedi e ela assentiu, começando a contar-me como tinham sido as suas férias. Infelizmente deu o toque de entrada e de repente comecei a ficar nervosa. Sabia que ao entrar na sala tinha que o encarar. Encarar os seus olhos azuis que agora tanta tristeza me causavam.

Assim que entrei na sala ele veio ter comigo – como temia.

-“Inês por favor tens de me ouvir. Não é nada do que tu p…” – a sua mão tocou-me e por um instante senti repulsa.

-“ Do que eu penso?! Vais negar o que eu vi com os meus olhos Sérgio?” – disse sentindo o meu coração bater rapidamente. Ele estava tão perto de mim… Mas eu não iria fraquejar – “Sai da minha frente!”

-“Inês por favor. Eu não fiz nada. Acredita em mim!” – agora ele agarrava-me pelo braço, fazendo com que olhasse bem nos seus olhos azuis. -“Sérgio…” – senti-me fraquejar.

-“Sérgio … o professor está a chegar. Vem sentar-te ao meu lado depressa.” – ouvi aquela voz e então todas as lembranças voltaram. Apressei-me a sentar-me ao lado da Ana e a prestar atenção á aula.

 

 

* * *

 

Já havia passado uma semana e parece que finalmente o Sérgio tinha desistido de me seguir e continuar com aquelas mentiras.

-“ Ana tens que a convencer!” – ouvi o Daniel a falar com a Ana á medida que me aproximava do portão da escola.

-“Olá!” – saudei-os .

-“I- Inês… Bom dia!” – disse a Ana meio engasgada.

-“Bom dia. O que se passa?” – ela não disfarçava nada bem.

-“Nada… estava só aqui…” -“ Inês temos que falar. O Sérgio não fez nada do que…”

-“Daniel podes ficar por aí. Eu não quero ouvir mais nada que tenha a ver com o Sérgio!”

-“Inês mas ele não fez nada!”

-“E como é que tu sabes? Vocês nem são amigos!”

-“Eu sei porque eu fui com ele ao hospital!”

-“Hospital? Mas ele está bem?” – ele podia ter-me traído com a minha prima, mas não lhe desejava tanto mal assim.

-“Ele foi drogado nesse dia Inês. Eu fui com ele ao hospital porque ele não se estava a sentir bem. Deve ter sido tudo uma armação!”

-“Daniel isso que estás para aí a dizer são apenas suposições. Porque raio o iriam drogar? Aliás como é que o iam drogar?”

-“Sim morzinho… não faz sentido. O Sérgio mentiu-te com certeza!” – tentou convencê-lo a Ana, mas sem grande sorte. Ele acreditava mesmo nas mentiras que o Sérgio lhe tinha contado.

-“Se nem a namorada acredita nele, como é que alguém vai acreditar?!” – ouvi o Daniel resmungar sozinho indo-se embora.

-“Dani espera…” – chamava-o a Ana indo atrás dele, deixando-me ali sozinha á entrada. Agora sem a Carolina, Sérgio e a Ana sentia-me perdida na escola. Dei por mim a desejar nunca ter vindo para Tavira , dei por mim a lembrar a minha cidade ,a minha Lisboa, a minha mãe, a minha avó, os meus amigos, a minha Rita, o Gabriel…

-“Olá. Estás aqui sozinha Inês?” – ouvi sentindo uma mão apoiar-se no meu ombro.

 

 

Versão do Sérgio

 

Fiquei surpreso quando o médico me disse que estava sobre o efeito de metanfetaminas. Nunca tinha tomado dessas cenas, por isso sabia perfeitamente que não tinha sido eu a ingeri-las. Mas se eu não as tomei, então como é que acusou nos exames?

-“Ainda a pensar nisso?” – perguntou-me o Daniel aproximando-se de mim. Logo atrás dele veio a Ana.

-“Fogo Dani não me ouviste chamar-te?” – reclamava ela nas costas dele, mas assim que me viu ficou logo encavacada –“Ah… Olá Sérgio!”

-“Tudo bem?” – tentei ser bem-educado. Mas sabia perfeitamente o que ela pensava de mim.

-“Agrh… sim claro. E contigo?” – perguntou simpática agarrando-se ao Daniel. Vê-los assim abraçado só me fez sentir ainda mais falta da Inês. Ao longe conseguia vê-la ali sozinha na entrada. Parecia meio perdida com o João atrás dela… João?!

-“NÃO!”

-“Ok… não precisas de responder assim!” – ouvi-a queixar-se. Mas isso agora não era importante. Agora fazia-se luz na minha cabeça.

-“FILHO DA PUTA. FOI ELE! VOU PARTIR-LHE A BOCA TODA!” – gritei largando a mala e correndo para onde ele estava a agarrar a Inês. Ao longe o Daniel chamava por mim tentando impedir-me.

 

 

Versão da Inês

 

-“Olá João!” – cumprimentei-o.

-“Tudo bem? Já sei o que se passou com o Sérgio. Lamento imenso linda!” – disse abraçando-me.

-“LARGA-A SEU MENTIROSO DA MERDA!” – ouvi o Sérgio gritar puxando o João para bem longe de mim.

-“Sérgio o que estás a fazer?” – perguntei confusa.

-“ FOI ELE INÊS. ESTE OTÁRIO… A CULPA É TODA TUA!” – dizia-me sério, enquanto o João apenas olhava confuso como eu.

-“Do que estás a falar meu?” – tentava afastar-se o João. Mas o Sérgio não o largava. Reparei que uma pequena rodinha se tinha formado em nossa volta.

-“Por favor Sérgio já chega!” – pedi.

-“NÃO TE FAÇAS DE BURRO PÁ. JÁ PERCEBI TUDO. ENTRASTE LÁ EM CASA A FINGIR QUE QUERIAS MANTER A NOSSA AMIZADE, MAS AFINAL SÓ QUERIAS DROGAR-ME PARA CONSEGUIRES O TEU PLANO. FODA-SE COMO ACREDITEI EM TI?” – Gritava o Sérgio enquanto o encostava á parede.

-“ LARGA-ME! TU É QUE COMES A PRIMA DA TUA NAMORADA E AGORA DIZES QUE A CULPA É MINHA?” – nesse momento o punho cerrado do Sérgio atingiu o João. A rodinha que se havia formado á nossa volta tinha crescido e toda a gente gritava entusiasmada com o que se estava a passar ali naquele exacto momento.

Implorava ao Sérgio para que parasse mas parece que este não me ouvia. Sangue do João caía no chão enquanto o Sérgio o socava repetidamente. Sentia o meu coração a mil, os meus olhos a arderem das lágrimas que queriam sair. Saí dali a correr, indo contra todas as pessoas que estavam ali a adorar o espectáculo. Corri o mais que pude, para bem longe de toda aquela confusão. Soluçava alto enquanto as lágrimas escorriam pelo meu rosto.

 

 

Versão do Sérgio

 

-“Vocês ficam aqui até o Director vos receber. Onde já se viu fazerem isto na nossa escola…” – reclamava a auxiliar voltando ao seu posto de trabalho.

-“És tão otário!” – ouvi-o dizer entre gargalhadas.

-“O que disseste?” – tentei manter a calma.

-“Eu disse… que tu és um grande otário!” – encheu o peito para mim. Apesar de estar ali a sangrar e com o olho negro, ele é que estava com ar vitorioso.

-“O otário aqui és tu João. Não sou eu que estou com olho negro!”- ele ria-se.

-“Achas que a Inês te vai querer depois disto? Depois do que tu fizeste? Depois de te teres passado? Ainda me vai consolar!” – dizia ele a sorrir. Só me apetecia partir-lhe a boca. Cerrei o meu punho e ele apercebeu-se

–“ Ui… bate-me mais, serás suspenso e eu terei a atenção dela só para mim, sem ti a estorvares o meu caminho! FORÇA!”- apesar de tudo ele tinha razão. se lhe batesse ali em pleno conselho Directivo seria expulso com certeza.

-“Eu não te entendo meu. Nós éramos amigos…”

-“Éramos… até me roubares aquilo que eu gostava. Sem te importares com isso…” – disse agora sério.

-“Tás a falar do quê?” – não estava a perceber nada.

-“Mereces tudo isto! E a Inês… ela nunca vai ser tua!”

-“MAS PASSASTE?” – Gritei sem perceber nada.

-“SHIUUUU!”- mandou a auxiliar. E ele ria-se.

Ouvi alguém a correr apressada entrando no conselho directivo. Esperava que fosse a Inês. Tinha que falar com ela, explicar-lhe tudo antes que o João fizesse mais alguma coisa. Não sei o que o fez mudar assim, mas ele está a conseguir o que quer. E eu não posso permitir isso.

-“Sérgio? Sérgio?” – ouvi-a chamar.

 

 

 

 

 

Ai meus queridos espero que ainda se lembrem aqui do blog e da "Follow your soul" :$ Queria me desculpar pela minha ausência - sou mesmo despassarada. MUITAS MUITAS DESCULPAS. Mas agora já recomecei a escrever e estou cheia de ideias , mas com estas ideias acho que os capítulos vão ficando grandes. Por isso digam-me o que acham do comprimento deste capitulo ok? Beijinhos*

sinto-me: c medo que já nao leiam a fic
publicado por passeandonasnuvens às 10:26

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Quarta-feira, 23 de Fevereiro de 2011

explicação

Eu nem sei como começar.

 

Quero pedir-vos imensas desculpas e dizer que me sinto pessimamente por nao conseguir postar capitulos com tanta frequência.

Mas este 2º semestre na faculdade está cheio de trabalhos. Tenho trabalhos a todas as cadeiras o que me irrita imenso, pois queria continuar a minha história, queria ler livros para me inspirar, tinha planos para viajar, e tudo arruinado.

 

Sei que estou sempre a dizer que " desta vez vou tentar postar com mais frequência!" , mas desta vez nao vos digo isso, pois tenho quase a certeza que nao vou conseguir cumprir.

 

 

Espero que entendam que não é facil para mim com isto da escola. Saio todos os dias ás 20h chego a casa quase ás 21 e não ha paciência para escrever - sou vos sincera -.-'

 

 

Quando puder continuarei esta história que tanta alegria me dava escrever. tenho tantas ideias para a história, mas tão pouco tempo...

 

Obrigada a todos e espero que compreendam.  Significa muito para mim <3 LY

publicado por passeandonasnuvens às 23:38

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Quinta-feira, 3 de Fevereiro de 2011

Capítulo 45

Olá olá =p bem hoje trago-vos um capitulo , que na minha opiniao, vos vai deixar de queixo caído.

 

Estarei certa?

 

 

 

Capítulo 45

Versão da Inês

 

Nem queria acreditar no que tinha acabado de ver com os meus próprios olhos. Como é que ele me fez isto?

Quer dizer, bem no fundo do meu ser, eu sabia que a nossa relação estaria condenada. O que veria ele em mim?! Pelos vistos nada. Pelos vistos eu ia ser apenas mais uma na sua lista infinita de conquistas. Os meus sentimentos não valiam nada para ele. E saber isso magoou-me.

Ao regressar a casa, com uma imensa dor no peito, as minhas lágrimas misturavam-se com a doce chuva que caía do céu escuro. Ao me lembrar das suas promessas no jardim, promessas falsas de que ele iria esperar por mim enquanto eu estivesse em Lisboa, promessas falsas e que, agora, não faziam qualquer sentido. Só me apetecia gritar de dor, e foi isso que fiz enquanto me deixei cair na calçada á chuva em altos soluços.

Tantas memórias a correr-me o pensamento, tantas memórias boas. Finalmente tinha cedido aos encantos daquele rapaz lindo dos olhos azuis. Finalmente tinha baixo a minha guarda e para quê? Para sofrer, para ser traída. A minha visão estava turva de tantas lágrimas de dor que insistiam em cair. Só me apetecia desaparecer.

-"Porquê comigo? Porquê?" - perguntava-me. Embora não encontrasse uma resposta concreta e não dolorosa para mim.

-"Inês? És tu?" - e então, por um momento, senti-me aliviada ao reconhecer esta voz. Levantei-me e corri em busca de um abraço, de algum consolo, de algo que me fizesse sentir segura e forte naquele momento.

 

Versão do Sérgio

 

-"Mariana..."

-“Queres que desça?" - perguntava ela entre beijos no meu corpo. Não entendia nada do que se estava a passar. Não é que não estivesse a gostar, a Mariana sempre me soube satisfazer, mas acho que não era isto que eu queria.

Claro que a Mariana era linda e queria dar-me alguma diversão. Mas eu não queria isto, não queria!

-"Mariana tens que te ir embora!" - disse agarrando-lhe o braço afastando-a de mim.

-"Porquê?" - disse ela largando-se do meu braço -" Tu não queres?" - perguntou mordendo o lábio inferior. Era uma tentação, mas...

-"Vai-te embora por favor! Isto não vai acontecer!" - Não contigo, pensava para mim. Eu namoro com a Inês, ou namorava… e gostava demasiado dela para lhe fazer uma coisa destas. Levantei-me e peguei nas roupas dela atirando-lhas e indicando a porta para que ela saísse.

-"Pode não acontecer agora. Mas eu sei que vais querer e aí, eu vou estar á tua espera, porque a Inês... ela nunca mais vai olhar para a tua cara!" - disse ela num sorriso vitorioso. Apesar de ter sido rejeitada, não lhe notava raiva no olhar ou tristeza, os olhos dela brilhavam de tão contente. Tudo isto me fez confusão. Mas ela acabou por sair
Não fazia ideia do que se tinha passado. Senti-me um pouco tonto e enjoado, apesar de tudo. Não sabia a quem ligar, então fui buscar a chamadas que fiz mais recentemente.

-" 'tou?"

-"Daniel, olá!" - era tão constrangedor contar o que acabara de acontecer.

-"Olá meu. Então como correram as coisas com a Inês?"- não queria responder. Por um instante remeti-me ao silêncio - "'tou? Sérgio tás aí?"

-"Epá preciso de um grande favor, podes vir a minha casa agora?"

-"É muito urgente? O que se passou?"

-"Por favor Daniel, não me estou a sentir muito bem!"

 

Versão da Inês

 

-"Inês? És tu?" - e então, por um momento, senti-me aliviada ao reconhecer esta voz. Levantei-me e corri em busca de um abraço, de algum consolo, de algo que me fizesse sentir segura e forte naquele momento.

-"O que se passou?" - perguntaram em coro. Olhei nos olhinhos da Carolina, como lhe ia dizer o que a irmã tinha feito, o quão baixo a irmã tinha descido?

-"Eu... eu vi o meu maior pesadelo!" - disse por mim, entre lágrimas. Não aguentava toda aquela dor. Contei-lhes tudo, a minha alegria só de pensar vê-lo e depois quem me abriu a porta, o rosto dele sereno deitado na cama.

Ali debaixo de um guarda-chuva que nos protegia da chuva que caía incessantemente, contei-lhes tudo e sentia-me tão mal, parece que dizendo aquilo alto, o tornava ainda mais real, mais doloroso. Só me apetecia…

* * *

Tentava descontrair no banho, debaixo da água quente, a tentar afastar o meu pensamento daquelas imagens de hoje á tarde. E consegui, por um instante, por um segundo consegui esquecer tudo. Ficaria debaixo daquela água quente o resto da minha vida se pudesse, mas a minha pela já começava a ficar enrugada e tive mesmo que sair. Apercebi-me que estava debaixo daquela água á quase meia hora.

Ouvi alguém bater na porta da casa de banho e a reclamar.

-“Demora muito ou faz serão?” – aquela voz. Abri a porta rapidamente e assim que a vi paralisei –“Oh és tu Inês. Desculpa pensava que era a minha irmã ou assim.” – eu queria dizer-lhe tantas coisas , perguntar o porquê de me querer arruinar a vida, mas no entanto não consegui dizer uma única palavra. Ali estava eu frente a frente á pessoa que tanto mal me fez e eu não consegui reagir.

-“Vais sair daí? É  que também preciso de tomar banho. Ainda pensei em tomar banho lá, mas achei melhor não. Terei muito tempo para isso agora.” – Cada palavra que saía daquela boca era como se me espetassem facas repetidamente. Sentia-me ferver por dentro. –“ Sabes eu até estava convencida de que ele gostava mesmo de ti. Estava conformada e decidida a afastar-me, mas quando ele me ligou … Oh meu Deus eu percebi. Percebi que só te estava a usar para me ter outra vez. Para que eu voltasse para ele” – não sei o que se passou. Ao ouvir tudo aquilo, ao ver a imensa alegria na cara dela, tudo ficou negro e a ira apoderou-se de mim.

-“Como foste capaz sua vadia? Tu sabias que eu gostava dele, tu sabias!” – a minha vontade era bater-lhe com tanta força, deixa-la tão desfigurada para ver se assim o Sérgio ainda a quereria. Mas alguém me impediu.

-“INÊS O QUE ESTÁS A FAZER? Oh meu Deus!” – gritava a Rita a tentar tirar-me de cima da minha prima. Mas eu não queria eu não conseguia parar –“CAROLINAAA AJUDA AQUI!” – ouvi passos acelerados e então a vi. A Carolina a olhar para a irmã em baixo de mim cheia de sangue, e vi lágrimas a escorrerem-lhe pelo rosto .

O que fui fazer?

 

 

 

 

Gostaram? Deixem a vossa opinião sim? :D

 

Obrigada!

sinto-me:
publicado por passeandonasnuvens às 21:57

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Sexta-feira, 28 de Janeiro de 2011

Capítulo 44

Meu querido e queridas leitoras :D

 

vejo que o numero de leitores reduziu bastante, mas ao contrário do que seria de esperar, não me importo nada com isso. estou num momento de escrita em que estou a adorar e a viver cada momento da historia como se comigo se passasse. consigo sentir a dor, a confusão, a inveja, todos estes sentimentos e muitos outros. Sinto tambem uma grande alegria por saber que vocês continuam a ler a minha historia :D 

 

OBRIGADA , Vitor, Xana, Ana Rita Cullen, Phills , Carolina , e claro ,Mana, obrigada por nao desistirem da minha historia :D

 

 

 

 

 

 

Capítulo 44


 

Versão da Inês

 

Já estava atrasada para variar , e encontrava-me sozinha em casa. A Carolina decidiu ir com a Rita passear para ela não ficar sozinha aqui em casa enquanto eu fosse ter com o Sérgio. A Mariana saiu há uma hora , para variar sem dar satisfações a ninguém.

Olhei-me uma última vez ao espelho. Apesar de não saber o que o Sérgio queria falar comigo, eu queria ir bonita para ele. Então usei um vestido que ele tanto elogiava de cada vez que eu o vestia. Apesar de nervosa e um pouco atrasada , sentia-me bem comigo. ao menos isso!

Estranhei o Sérgio ainda não ter mandado nenhuma sms. Normalmente ele ficava preocupado quando eu demorava muito tempo, se calhar ele adormeceu e também se atrasou. Não isto não fazia muito sentido. O encontro era na casa dele.

 

Finalmente cheguei ao seu prédio , a porta da rua estava aberta pelo que apressei-me a entrar. Bati á porta e tal não foi o meu espanto quando vi quem a abriu.

-“Mariana?!” – mas o que fazia ela aqui em casa do Sérgio e de roupa interior? De repente tudo fazia sentido na minha cabeça. Comecei a sentir-me quente , cda vez mais quente a ferver de tanta raiva. Entrei pela casa a dentro á sua procura.

-“Inês, prima, eu não queria que descobrisses desta maneira!” – dizia ela, enquanto corria atrás de mim em roupa interior, para me impedir.

Parei quando cheguei ao seu quarto. A porta estava entreaberta e aí eu vi-o. Lindo , tal como me lembrava, deitado na cama, com o tronco desnudo, com o cabelo despenteado, ele dormia descansado.  Senti o meu coração parar, voltando a bater desta vez muito mais acelerado. Uma mistura de sentimentos estava agora presente em mim. Ao olhá-lo ali descansado como se nada se tivesse passado, lindo como um anjo que com certeza ele não era. Pois ali se encontrava a minha prima Mariana , que ele jurou não amar, em roupa interior e ele nu deitado na cama. Não era preciso ajuda, pois facilmente eu juntei um mais um. E então senti lágrimas a escorre pelo meu rosto e as perguntas que ecoavam em mim a ouvirem-se agora alto.

-“Porquê Sérgio?” – perguntava eu entre soluços –“ Por- PORQUÊ?” – gritei para que ele me ouvisse.

 

Versão do Sérgio

 

-“PORQUÊ?” – ouvi alguém gritar e acordei sobressaltado. Ao acordar , reparei que a minha visão estava enevoada,  como se os meus olhos estivessem embaciados . Não conseguia ver bem quem é que estava ali á porta do meu quarto. Esforcei-me para que a minha visão ficasse nítida e então a vi. Um sorriso apoderou-se dos meus lábios, mas então reparei que ela chorava.

-“Princesa o que foi?”- perguntei e então levantei-me. Ao me levantar senti falta de algo. Onde estava a minha roupa? Olhei e reparei que estava nu e atrás da minha princesa encontrava-se a Mariana em… roupa interior? Mas o que raio se passava aqui? Porque estava eu no meu quarto? Não me conseguia lembrar de nada.

-“NÃO OUSES DIRIGIR-TE ASSIM A MIM! TU…” – gritava ela. O rosto lindo, agora dando lugar a um rosto vermelho e molhado das lágrimas que não paravam de cair dos seus lindos olhos chocolate –“ tu metes-me nojo!” – sussurrou, soluçando alto.

-“Inês…” - Só me apetecia correr para ela e abraçá-la e dizer-lhe que estava tudo bem, que isto era um grande mal entendido. Que eu apenas tinha estado com o João   lanchar e que até tínhamos resolvido tudo. Mas não consegui. Ela saiu do meu quarto a correr e ouvi a porta a fechar com força.

Nada fazia sentido na minha cabeça. Levei as mãos á cabeça , esfregando os olhos de seguida, na esperança de que tudo fosse um sonho e que quando acordasse a minha princesa estivesse do meu lado com aqueles olhos chocolate a olhar nos meus. Mas nada disso aconteceu. Em vez disso tinha os olhos de luxúria da Mariana presos em mim.

-“Sérgio…” – sussurrava ela. Olhei para ela e vi-a de lingirie mesmo ali ao pé de mim na minha cama.

-“Mariana o que pensas que estás a fazer?” – ela aproximava-se de mim e começava a beijar-me o pescoço, e o meu tronco, sempre descendo. Tenho que confessar que já sentia saudades de estar intimamente com alguém. E a Mariana nunca fora de se deitar fora. Os seus beijos causavam-me arrepios.

sinto-me: so good ! I FEEL GOOD
publicado por passeandonasnuvens às 00:56

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Domingo, 23 de Janeiro de 2011

Capítulo 43


 

Versão da Mariana

-“ É o Sérgio?” – perguntou  a Carolina á Rita. Observei-a e vi esta a responder afirmativamente com um aceno de cabeça. O que será que estariam a falar? Era a minha oportunidade , e eu não ia desperdiçá-la

-“Onde vais mana?” – perguntou a chata da minha irmã, assim que me levantei do sofá. Reparei que a Rita tinha os olhos pregados em mim. Devia estar desconfiada.

-“Vou só á cozinha buscar algo para beber. Já venho!”

Fui até á cozinha só para disfarçar , e mudei de direcção para passar pelo quarto da Inês.

Ainda não estava pronta para desistir do Sérgio.

Encostei o ouvido á porta para poder ouvir melhor. Parece que cheguei mesmo a tempo de ouvir o necessário.

-“Amanhã? A que horas?”

- “Xau xau. Beijos”

Caramba! Eles iam encontrar-se amanha , mas a que horas? Apressei-me a ir para a Sala antes que a Inês saísse do quarto. Não podia ser apanhada.

-“Então não bebeste nada?”- perguntou a Rita. Tinha que ficar atenta a esta rapariga, ela era esperta.

-“Bebi só um copo com água. Estava cheia de sede.” – sorri-lhe, sentando-me a seu lado no sofá. Depressa a Inês chegou á sala , e já estávamos todas novamente a ver televisão e elas a tagarelar sobre nem sei o quê. Nem estava concentrada para tentar perceber do que estavam a falar, eu estava com a cabeça noutro lugar. Até que se fez luz na minha cabeça e peguei rapidamente no telemóvel.

Destinatário: João

Mensagem: Olá João. Tenho notícias bombásticas. Nem imaginas quem veio mais cedo para cá. A tua amada. Temos que agir e depressa. Responde assim que vires esta sms. Beijos *

 

Já tinha acabado de jantar e já em encontrava no meu quarto quando finalmente recebi uma sms do parvo do João.

 

Mensagem : desculpa mas só agora é que vi a tua sms. A Inês voltou? O que já sabes tu?

 

Destinatário: João

Mensagem: Aleluia estúpido. Estava a ver que não?! A Inês voltou e eu ouvi-a a combinar algo com o Sérgio para amanha . Preciso da tua ajuda, para que o plano resulte e eu consiga aquilo que quero finalmente.

 

Mensagem: o que tu queres e o que eu quero. Porque não penses que o faço por ti. Faço-o porque gosto da Inês e o Sérgio não a merece. Conta-me mas é o que estás praí a magicar.

 

 

Versão da Inês

 

-“ Então era o Sérgio ao telefone?” – perguntou-me a Rita já toda cheia de sorrisos como quem já sabia a resposta.

-“Sim… era o Sérgio!” – respondi pegando no meu pijama um pouco cabisbaixa.

-“ O que foi? Devias estar contente mana!” – disse a Rita aproximando-se de mim.

-“É que… ele estava estranho. Parece que queria dizer muito mais do que o que disse. Parece que…” – dizia eu, mas fui interrompida.

-“O que parece é que já estas com macaquinhos na cabeça. Para de supor mana. Quando estiveres com ele vais ver que tudo isso desaparece.” – dizia ela animando-se e depressa me espetando com uma almofada na cara.

-“ AHHH!” – gritei –“ N-Ã-O… V-A-I-S-T-E A-R-R-E-P-E-N-D-E-R!” – e depressa a ataquei. Parecíamos umas crianças a pular na cama de um lado para o outro e a gritar com almofadas para cá e para lá.”

 

* * *

 

Versão do Sérgio

 

Hoje ainda sentia a mesma sensação de nervosismo e náusea que senti ontem quando acabei de falar com a Inês. Sentia tanto a falta dela ,daqueles beijos, daquele sorriso lindo e sincero, mas sei que tudo acabaria daqui a umas poucas horas quando lhe contasse toda a verdade. Hoje, tenho a certeza que será um dia que nunca me irei esquecer.

A minha mãe já tinha saído com a minha irmã , e pelo olhar dela, percebi que ela compreendeu que algo se passava comigo. Conhecendo-me bem , ela não fez perguntas e assim eu não tive que responder a nenhuma.

Estava no quarto a ver uns vídeos quando tocou a campainha. Olhei logo para o relógio e constatei que ainda era muito cedo para ser a Inês. Levantei-me para ir ver quem é que era, quando para meu espanto vi que era o João. O meu melhor amigo, ou ex-melhor amigo, meu rival? Não sei como o havia de tratar. Enfim.

-“João?”

-“Yah, sou eu Sérgio. Posso entrar?”

-“Agrh… podes!” – fiquei desorientado com a surpresa , mas claro que lhe abri a porta.

 

Ouvi a porta do elevador abrir , e abri a porta de casa.

-“Que fazes aqui pá?” – perguntei cumprimentando-o.

-“Precisava de falar contigo!” – respondeu ele meio envergonhado?

-“Entra. Está frio!”

 

Fomos para o meu quarto , sentei-me na cadeira em frente ao computador e ele no puf. Só pensava que a Inês não ia demorar muito a chegar, e não queria que ela visse ali o João.

-“Então o que queres falar comigo?”

-“Eu nem sei por onde começar… acho que temos muito para falar, para resolver!” – acenei , confirmando o óbvio –“Pois… eu não sei o que me deu para me apaixonar pela namorada do meu … do meu melhor amigo.” – riu-se atrapalhado. Continuámos a conversa. De facto tínhamos muito para falar. Prometeu mudar e senti-me feliz com isso. Na verdade já tinha saudades do parvo do meu amigo.

-“ Bem… queres comer alguma coisa?” – perguntei , não tirando os olhos do relógio. Ainda sobrava tempo.

-“Estava a ver que não perguntavas pá!” – disse encaminhando-se para a cozinha. Segui o seu exemplo.

* * *

Versão do João

 

Destinatário: Mariana
Mensagem: Está feito!

 

 

 

 

Espero que tenham gostado :D deixem-me a vossa opinião ;)

sinto-me: esfomeada
publicado por passeandonasnuvens às 13:55

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Domingo, 16 de Janeiro de 2011

Com um dia de atraso -.-'

 

Capítulo 42

 

Versão do Sérgio

 

Segui o conselho do Daniel e decidi que ia contar toda a verdade á Inês. Não sabia como lhe haveria de contar, não sabia como começar, mas sabia que era o mais acertado. Agora sabia.

-“Vá lá atende…” – implorava eu para o telemóvel. A chamada foi para o voice mail. –“F*****” – disse irritado. Finalmente quando me decidi ela não atendeu. É preciso ter sorte.

Fui para casa, pode ser que com sorte ele estivesse na net ou assim.

 

Versão da Inês

-“Querida chegaste! A tia já estava cheia de saudades tuas.” – disse a minha tia num abraço forte.

-“Tia trouxe uma amiga para passar a passagem de ano connosco! É a Rita.”

-“Olá. Muito prazer.” – disse a Rita , dando-lhe 2 beijinhos.

-“Tia onde estão as primas?” - perguntei , mas ela não me respondeu. Já estava na conversa com a minha mãe. De qualquer maneira não deviam estar em casa, caso contrario a Carolina já estaria aqui na entrada. –“Anda mana, vamos para o quarto arrumar as coisas.”

* * *

Assim que desfiz as minhas malas , olhei para a Rita e esta estava agarrada ao telemóvel – para variar. Levei a mão bolso , instintivamente, á procura do telemóvel , quem sabe o Sérgio não tinha dito alguma coisa. Mas o bolso estava vazio.

-“Mana viste o meu telemóvel?” – perguntei preocupada. Não queria pensar sequer na ideia de que o telemóvel tivesse ficado em Lisboa.

-“Não está no bolso?”

-“Não!”

-“Mala?” – virei a mala do avesso e caiu tudo, menos o telemóvel.

-“NÃO!” – eu não podia ter deixado o meu telemóvel em Lisboa, não e não!

-“Calma mana. Secalhar caiu no carro.” – dizia a Rita tentando acalmar-me.

Apressei-me a ir á sala pedir as chaves do carro á minha mãe. Com sorte o telemovel estaria lá caído … ou não!

 

* * *

 

Nem queria acreditar. Não só o telemóvel estava ali no banco traseiro do carro, como também tinha uma chamada do Sérgio.

-“Mana o Sérgio ligou-me!” – disse histérica.

-“A sério? Mas ele sabe que vinhas para cá?”

-“Não. Não lhe contei. Mal falámos durante o tempo em que estive em Lisboa.”

-“Então liga-lhe tonta para saber o que ele queria.” – incentivava-me a Rita.

-“Não sei se consigo…”

-“Oh mana ele é teu namorado. Por amor de Deus. Liga-lhe lá quero saber o que ele quer!” – começou a rir-se.

Apressei-me a ligar,mas a chamada foi directamente para a caixa do correio.

 

-“Que rica sorte que tu tens mana!” – bufou a Rita , sentando-se agora no sofá da sala.

Estávamos entretidas a ver televisão quando ouvi a porta de casa a abrir-se. Levantámo-nos logo para ver quem era.

 

-“Primaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!” – gritou a Carolina assim que me viu. Atrás dela vinha a Mariana e ainda a ouvi reclamar baixinho pela minha chegada, mas não liguei .

Apresentei-lhes a Rita e, por um instante fiquei apreensiva como iria reagir a Mariana com ela, mas para meu espanto foi simpática com ela. Parece que de facto a implicância e mau feitio dela era absolutamente reservado para mim.

Falámos do Natal, das prendas que recebemos  e aproveitei e dei-lhes as minhas prendas porque só as comprei em Lisboa. A Carolina agradeceu e encheu-me de beijinhos, já a reacção da Mariana foi previsível, por isso nem liguei.

Estávamos todas a rir , quando o meu telemóvel tocou. Olhei logo para a Rita e ela percebeu perfeitamente de quem se tratava.

-“Não vais atender priminha?” – perguntou cinicamente a Mariana. Ás vezes só me dava vontade de lhe bater.

-“Estou?”

-“Olá Inês. Está tudo bem?” – o meu coração parou assim que ouvi a sua voz. Que saudades.

-“Está tudo e contigo?”

-“Também, também. Já tinha saudades tuas, sabes? -notei que estava apreensivo, mas não entendi porquê. Levantei-me do sofá e dirigi-me para o quarto .

-“Mas tu é que não me disseste nada Sérgio!”

-“Desculpa princesa, mas aconteceu tanta coisa enquanto não estiveste aqui comigo…”

-“Que coisas?” – agora começava a pensar no pior. Será que tinha conhecido outra rapariga? Será que finalmente percebeu que tudo foi um erro?

-“Não quero falar pelo telefone. Pode vir ter comigo amanha?”

-“Amanhã? A que horas?”

-“ Podes vir depois do almoço se quiseres. A minha mãe vai sair com a minha irmã portanto estamos sozinhos.”

Ok agora eu não percebia mesmo nada. Se ele me ia contar que me tinha traído, ou que conheceu outra rapariga etc, porque não fazer isso pelo telefone?! Era preciso ser cara a cara, ainda para mais sozinhos em casa dele?

-“Então até amanha Inês.”

“Xau xau. Beijos” – despedi-me eu , e ao desligar a chamada ainda ouvi um “ adoro-te tanto!”

 

 

 

 

 

Que tal? gostaram? já sabem que quero saber a vossa opiniao ^^

 

sinto-me: na caminha quentinha
publicado por passeandonasnuvens às 13:07

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Sexta-feira, 14 de Janeiro de 2011

Muitas muitaaaaaaaaas desculpas

Ai Meus Deus por onde começar =(

 

Desculpem por não postar desde o ano passado -.-'

Andava sem inspiração, ocupada, enfim...

 

Hoje trago um capitulo... para vos compensar. não é muito grande, bem sei, mas prometo que amanha ja ponho outro.

 

 

 

 

 

 

 

Capítulo 41

 

Cheguei a casa entusiasmadíssima com a ideia de ter a minha mana a passar o ano novo comigo em Tavira. Já tínhamos pensado em tudo, ela iria dormir no meu quarto na casa da minha tia, e ia conhecer as minhas primas, se bem que só estava entusiasmada por lhe apresentar a Carolina, a Mariana devia continuar a mesma, infelizmente. Era pena não ter lá a Ana para se conhecerem mas não faz mal, não faltariam oportunidades para isso.

Quando abri a porta , desatei a correr para o meu quarto e a ligar o computador. Queria ver se o Sérgio me tinha enviado algum e-mail  porque estupidamente pensei que ele não tivesse saldo para me contactar por telemóvel. Logo percebi que essa não era a razão, porque não tinha nenhum e-mail dele. Mas nem isso foi capaz de me desanimar. Comecei aos gritos pela casa .

-“Mãe? MÃE? MÃE VEM CÁ!”- comecei a ouvi-la a correr e logo percebi que se calhar tinha exagerado um bocadinho.

-“Ai Meus Deus o que foi Inês Maria? O que se passa?” – perguntava ela ofegante.

-“A Rita vem connosco! Não é excelente?” – perguntei começando a bater palminhas feita parvinha. Reparei que ela não tinha percebido o meu motivo de alegria –“ Ai mãe… raciocina comigo. Nós vamos passar o ano novo a Tavira, e assim tínhamos que sair mais cedo de Lisboa. Mas… para evitar despedidas antecipadas, a Rita vai passar o ano novo CONOSCO!”

-“AAHHH! Que bom querida!” – abraçou-se a mim por um instante, desviando-se e agarrando-me pelos braços –“ Mas ela falou com os pais?”

-“Pois…” – clareei –“ É aí que entras mãezinha. Tens que os convencer mãe PLEASEEEEEEEEE!” – ridiculamente tentei fazer o olhar do gato das botas se resultava no filme, porque não tentar.

-“Inês!” – disse muito séria.

-“Oh mãe por favor. Eu queria tanto que ela viesse. Por favor!” – neste momento limitava-me a fazer beicinho e a juntar as palmas das mãos como que rezando.

-“Deixa-me acabar sff. Se não tivesses demorado tanto tempo a chegar a casa…” – pronto eu sei. Não tenho ajudado nada em casa. Já estava conformada. –“ … terias me ouvido a falar ao telefone com a mãe da Rita e a combinar as coisas para quando formos para Tavira” –sim sim, eu sei , nunca estou presente e tal e tal. Reparei que ela olhava especada para mim.

-“Repete lá!”

-“ Estás a falar a sério? Não ouviste nada Inês? Sempre no mundo da lua filha.”

-“Calma calma. Ela vem? ELA VEM MESMO?” – estava histérica – “ YEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE. Ai mãe obrigada ,obrigada e obrigada. Este é o melhor Natal de sempre.” – enchia-a de beijos enquanto lhe agradecia do fundo do coração.

Sentia-me mesmo feliz naquele momento.

Como ainda faltava um bocadinho para jantar, decidi ir para o meu quarto. A minha mala já estava praticamente feita, pelo que não sabia bem o que fazer. Decidi mandar uma sms á minha mana a contar-lhe tudo. Se bem que ela já devia saber , porque a minha mãe falou com a dela.

Fui á cozinha fazer um chocolate quente para beber. Este inverno estava a ser mais frio que o habitual, e , naquele momento sabia mesmo bem algo quente.

Quando voltei ao meu quarto reparei que tinha uma sms. Abri para ver o que ela me tinha dito e , aí caiu-me tudo ao chão.

 

***

Já estávamos no carro a pelo menos uma hora. lá fora chovia imenso , mal se via a estrada, daí a minha mãe nem falar connosco.

-"Ainda falta muito?" -perguntou a Rita soltando um suspiro. era mesmo impaciente.

-"Ainda falta um bocado, sim!" - respondi

-"Tens aí cartas?" - perguntou ela entusiasmada.

-"Não. Ficaram lá atrás na tua mala. tu é que as trouxeste tótó." - ri-me. Para além de impaciente era extremamente distraída.

-"Oh. Devíamos ter algo para nos distrairmos."

"Queres o que? Um nenuco para brincares?"

-"Olha que ás vezes dá-me umas saudades de quando éramos mais novas. Lembraste quando brincávamos juntas?

-"Era super divertido. Ás vezes lembro-me de cada episodio nosso. Desde brincadeiras, a cantorias no quarto, a sustos"

-"Xi. Lembraste quando estávamos no computador a ver as supostas diferenças numa imagem qualquer que te enviaram e que, por acaso, as colunas estavam ligadas e..."

-"E de repente apareceu uma imagem bué assustadora e aos gritos." - ri-me . Lembrar-me disso só me dava vontade de rir.

-"Tu tinhas as mãos a tapar os ouvidos e dizias-me para eu desligar as colunas , e eu a mesma coisas. e nós ali aos gritos."

-"Sim. Eu é que tive que me sacrificar e baixar o volume e ver aquela imagem horrorosa. Foi mesmo um susto do caraças."
E assim foi a viagem de regresso a Tavira, muitas recordações e a chuva a cair lá fora.

sinto-me: que vergonha -.-'
publicado por passeandonasnuvens às 23:32

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